Adoradores no Deserto
4 Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. 5 Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. (Filipenses 4:4,5)
Toda adoração precisa de um foco, e o nosso foco de adoração é o Senhor. A Bíblia diz em Filipenses 4 que devemos nos regozijar sempre no Senhor, e que em tudo devemos dar graças ao Pai, para que as pessoas vejam a diferença através do temor e da confiança que temos em Deus. O deserto para muitos crentes tem sido momento de frustração, solidão e derrota. Mas qual o por quê? Porque para alguns pregadores e mestres, o sofrimento e a provação (o deserto), significam estar em pecado, amaldiçoado ou que alguma coisa está errada com o crente. Nesse caso, dizer que o deserto é maldição ou pecado contradiz as experiências dos grandes homens de Deus que a Bíblia menciona. Vejamos:
• Moisés recebeu seu chamado no deserto;
• Elias aprendeu a depender do Senhor;
• Davi aprendeu a ser paciente, a perdoar e ainda organizou um exército;
• Jonas aprendeu a ter compaixão;
• João Batista edificou seu relacionamento no Senhor;
• Paulo edificou seu caráter e cresceu na fé;
• Jesus venceu o diabo;
• João recebeu as revelações do apocalipse quando estava só e preso na ilha de Patmos.
Devemos, então, aprender que olhar para o problema só irá distrair a nossa fé, até chegarmos ao ponto de nos desesperarmos, como Pedro o fez quando andava por cima do mar e as ondas embraveceram.
Deus espera de nós uma atitude de adoração que expressa confiança e fidelidade, para que Ele atue em nossas vidas em meio ao deserto. De certo, o deserto não é um lugar maravilhoso, mas é nele que Deus nos ensina e nos justifica, fazendo-nos inocentes quer seja no fogo, como foi com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ou na cova dos leões como foi com Daniel.
Vagner Mello


